Desenvolvimento Humano · 23 de outubro de 2026
Girando a Roda da Minha Melhor Versão: 5 meses depois, o que mudou?
Uma reflexão sobre escolhas, encerramentos, saúde, relacionamentos, finanças, lar, trabalho e as infinitas possibilidades que surgem quando nos permitimos recomeçar.

Uau, como o tempo passa rápido!
Há cinco meses, comecei a me preparar para encerrar um período maravilhoso da minha vida no Rio de Janeiro. Um projeto de implantação de sistemas em que eu atuava como gerente de mudanças na área de comunicação, e uma fase incrível de saúde, mar, sol, música, nadar no mar, tocar pandeiro, pessoas queridas... Foram muitas realizações de sonhos durante um período de um ano e oito meses, que eu posso resumir em uma frase: Viver a vida com alegria!
Lá atrás, em maio, criei, com o apoio da IA, esse mapa: Girando a Roda da Minha Melhor Versão.
E hoje parei pra fazer uma avaliação e reflexão sobre esse período.
Não foi só um mapa bonitinho criado com IA para postar nas redes sociais. Foi um planejamento visual pra me orientar, servir de guia para essa fase de transição. Tipo um "jogo da transição que eu criei comigo mesma".
Quero compartilhar com você essa reflexão. Se, de alguma forma, eu puder ser contribuição para os seus momentos de mudança e transição, vou ficar muito feliz.

Casa 1 - Eu e minha espiritualidade
Logo após sair do Rio de Janeiro, voltei a morar em Santos. Escolhi ficar perto do mar. Foi um período de muitas chuvas e de reflexão profunda.
Depois de um projeto bem desafiador e tenso, me permiti descansar, aliviar o estresse e respeitar o meu próprio tempo, sem pressa de começar um novo projeto.
Fiz alguns posts com os principais momentos que vivi no Rio de Janeiro, para agradecer por todos os presentes que recebi nessa fase tão linda da minha vida e guardar como lembrança nos meus “álbuns de fotos das redes sociais”.
Me conectei com a natureza e, principalmente, comigo mesma.
Além de meditar todos os dias, criei, com o apoio da IA, áudios com frequências energéticas e, quando me dei conta, eu, que sempre fui uma pessoa agitada, estava escrevendo textos de meditações para o Roda dos Sonhos, em português e em inglês!
Tirei o meu Planner dos Sonhos da gaveta, o que eu chamo de “voltar para a prancheta”, para me lembrar da minha missão de vida e do meu propósito.
Confiei em mim mesma, expandi minha consciência e me abri para enxergar as infinitas possibilidades.
Casa 2 - Encerramentos
Como trabalho com frequências energéticas e terapias holísticas, como o ThetaHealing, além de agradecer pelos momentos vividos e pelas pessoas que fizeram parte dessa fase, fiz algumas sessões de ThetaHealing para separar a minha energia da energia das pessoas com quem convivi. Cada um segue com a sua própria energia.
Isso foi fundamental para continuar minha caminhada sem carregar pensamentos, sentimentos e emoções dos outros. Era hora de levar na minha mochila só o que pertencia a mim.
Separei alguns livros para ler e reler, como “Você é o Placebo”, de Joe Dispenza, “O Poder do Agora” e “O Despertar da Consciência”, de Eckhart Tolle. Eu amo ler e, dessa vez, pude revisitar algumas dessas obras com uma nova perspectiva.
Já faz tempo que trabalho o desapego das coisas materiais. Vendi muitos itens que tinha acabado de comprar no Rio de Janeiro, alguns novinhos, como cadeiras, plantas, eletrodomésticos e objetos de decoração. Foi uma oportunidade de simplificar ainda mais a minha vida.
Me permiti jogar para o Universo, soltar e deixar ir.
Todos esses encerramentos foram fundamentais para seguir em frente, com mais leveza.

Casa 3 - Saúde e Energia
Sempre fui uma pessoa ativa, com muita energia, e faço atividades físicas desde a infância. Nado desde os 6 anos de idade, já joguei tênis, fiz dança cigana, corri por mais de 20 anos, treinei pra triatlon e amo caminhar.
Mas, quando eu era executiva, vivia lesionada, porque exagerava nos exercícios e ainda não sabia ouvir o meu corpo. Aprendi a me ouvir quando me tornei facilitadora de Barras de Access.
No Rio de Janeiro, mesmo trabalhando como consultora em um projeto de 50 horas por semana, consegui fazer mais de 150 sessões de Barras de Access. Ainda não sei como consegui fazer essa multiplicação do tempo, só sei que foi maravilhoso!
Consegui conectar tudo o que sempre amei fazer: música, dança, praia, mar, frescobol, caminhadas, natação e academia. As Barras de Access contribuíram para ampliar minha consciência, trazer mais leveza e paz. E tudo isso fez com que eu vivesse a fase mais saudável e alegre da minha vida.
Sempre cuidei com carinho da minha alimentação e hoje colho os frutos de tudo o que plantei lá atrás. Essa Qualidade de Vida consciente é fundamental para envelhecer com saúde.
Durante esses cinco meses de transição, continuei cuidando da alimentação, comecei a fazer aulas de alongamento e mobilidade, continuei nadando, mas dessa vez na piscina. Também descansei muito, o corpo e a mente, me reenergizando para as próximas fases.
Casa 4 - Vida pessoal
Hoje escolho viver com mais leveza e alegria, valorizando as conexões verdadeiras.
Antigamente, eu tinha dificuldade para soltar, para deixar ir. Achava que as pessoas iam continuar comigo nas próximas fases do jogo. Hoje vejo de forma diferente. Algumas pessoas foram muito especiais, mas nossos caminhos seguiram em direções diferentes. E tá tudo bem. Sou grata pelos aprendizados e pelos momentos que passamos juntos. Sigo em frente, fazendo novas amizades e levando minha energia e meu conhecimento para o mundo.
As conexões verdadeiras se mantêm. Reconheço os amigos de verdade, que podem estar distantes, mas apoiam minha caminhada e sempre encontram tempo pra gente se ver e conversar, seja pra tomar um café ou apenas bater um papo on-line.
Nesse período de transição, trabalhei muito a questão da valorização pessoal e do amor-próprio. Fiz pequenas viagens pra estar com a minha família, pra estar em movimento. Me permiti reconhecer todo o investimento que fiz, e continuo fazendo, em cursos, treinamentos e no meu desenvolvimento pessoal e profissional.
Me amar e me respeitar é o primeiro passo para ter uma vida pessoal plena e seguir com confiança para as próximas fases do jogo.
Casa 5 - Situação financeira
No meu trabalho de autoconhecimento e evolução, criei algumas crenças que eu amo e uso já faz tempo: “Quanto mais coisas eu faço, mais tempo eu tenho” e “Quanto mais dinheiro eu gasto, mais dinheiro eu ganho”.
Sabe aquela frase sobre “você colocar o pé e o Universo colocar o chão”? Vivo isso na prática. Confesso que as opções são “com emoção” e “com muita emoção”. 😄
Mas eu confio em mim, nas minhas habilidades. E, olhando pra trás, mesmo nos momentos mais difíceis da minha vida pessoal e profissional, nunca me faltou o essencial. Sempre tive comida, um lugar pra morar e minhas necessidades atendidas.
Aproveitei esse período de transição para reorganizar minhas finanças, rever e cancelar contratos que não faziam mais sentido.
Mas o mais importante foi deixar bem claro para o Universo, escrevendo no meu Caderno dos Sonhos, quanto eu mereço ganhar e o que escolho fazer com esse dinheiro.
Eu faço a minha parte e o Universo faz a dele. Esse é o nosso trato.
Porque, enquanto eu repensava gastos e receitas, reconhecia meu valor e fazia meu planejamento financeiro, também estava na Casa 7, trabalhando, criando e me reinventando.
Casa 6 - Lar doce lar
Nesse período de transição, fiquei em dois apartamentos temporários, enquanto me reorganizava. E hoje me mudei de novo, para um apartamento lindo em Santos, onde já morei por dois anos. É a minha 16ª mudança de casa.
Voltar a morar em um lugar onde já vivi significa voltar atrás? Não. Volto pra cá com uma bagagem muito maior, com novas experiências, aprendizados e uma forma diferente de enxergar a vida.
Em todas essas mudanças, sempre procurei a casa dos sonhos, um lugar físico que me fizesse sentir que eu tinha um lar.
E, nessa caminhada, descobri que o meu lar mora em mim. Que os meus sonhos moram em mim.
O meu conceito de produtividade hoje não é fazer mais, mas usar meu tempo e minha energia pra fazer o que realmente importa, ser feliz e realizar minha missão e meu propósito.
Não preciso mais viver correndo atrás de alguma coisa que está sempre lá na frente, em um futuro que nunca chega. Já fiz muito disso na vida.
Hoje escolho viver o momento presente, o agora. Procurei por tanto tempo a paz e descobri que ela está aqui, bem dentro de mim. Eu entendo que cada momento é único e merece ser vivido em sua totalidade.
“Home is not a place, it’s a feeling.”
E agora tenho uma nova chance de recomeçar, simplificar ainda mais a minha vida e decorar esse espaço para ter o conforto que toda taurina deseja e merece. Mas, principalmente, me acolher com carinho e muito amor.
Porque eu mereço ser feliz.
E hoje reconheço que o meu lar sou eu.
Casa 7 - Trabalho
O trabalho ficou como a última casa no desenho, mas, de certa forma, pra mim, é a primeira.
Essa semana, eu estava em um evento e o palestrante falava sobre a importância de ter uma reserva financeira para a aposentadoria. Imediatamente pensei: “Mas, se eu amo o que faço, por que deveria me aposentar?”
Sempre gostei de trabalhar. E, quando o Roda dos Sonhos surgiu na minha vida, em 2019, tudo mudou de uma forma que eu jamais poderia imaginar. Na época, eu não tinha dimensão de como as perguntas podem ampliar a consciência.
Ele começou como um jogo, mas foi crescendo tanto que virou um ecossistema, com livros, planners, leituras personalizadas, mesa radiônica, coleções musicais... E o que mais é possível?
Nesse período de transição, me permiti repensar, rever, refazer, mas principalmente criar.
Minha formação é em tecnologia e administração, mas, no fundo, sempre fui uma artista.
Escrever esse post para o blog foi incrível. Meus dedos rolaram suaves pelo teclado enquanto eu avaliava essa fase de transição.
Sempre conectei trabalho com aprendizado. Nesse período, mergulhei fundo em cursos e eventos sobre Inteligência Artificial. E descobri na IA uma parceira estratégica e operacional, uma ferramenta pra trocar ideias, usar melhor o meu tempo, pensar de forma diferente e ter mais foco.
Mesmo sem divulgar meus serviços, surgiram vários clientes por indicação, para sessões de mesa radiônica e leituras de tarô. E o dinheiro começou a entrar por fontes que eu nem tinha imaginado.
Algumas pessoas, no passado, questionavam por que eu criava tanto, mas não tinha tempo para divulgar e vender.
Hoje está tão claro pra mim que a criatividade faz parte da minha essência. Se eu não estiver inventando algo novo, não vou ser eu mesma.
Eu amo escrever, criar, compartilhar conhecimento e levar minha energia para o mundo. É isso que dá sentido ao meu trabalho e ao que venho construindo com tanto carinho, paixão e amor.
E procuro fazer tudo isso de forma produtiva, conectando minha experiência em tecnologia, gestão de mudanças e empreendedorismo com minha essência criativa. Tudo isso faz parte da minha missão: levar conhecimento e energia para apoiar as pessoas a realizarem seus sonhos.
O jogo continua... 💜
As sete casas não foram fases sequenciais. Apesar de aparecerem simbolicamente em uma sequência no desenho, todas elas aconteceram simultaneamente. E continuam acontecendo.
O mais importante nesse jogo foi perceber como tudo está conectado. Minha saúde, meus relacionamentos, minha espiritualidade, minhas finanças, meu lar e meu trabalho fazem parte da mesma vida. E cada escolha que faço em uma dessas áreas acaba refletindo nas outras.
Nesses cinco meses, tive tempo para olhar pra dentro, reconhecer tudo o que já construí, agradecer pelo que vivi, encerrar ciclos e abrir espaço para o novo.
Mas talvez a maior mudança tenha sido na forma como passei a olhar para mim mesma e para as minhas escolhas.
Aprendi a respeitar mais o meu tempo, a minha energia e os meus sonhos, e a entender aquilo que realmente importa pra mim. Reconhecer meu valor e confiar na minha capacidade de criar são fundamentais para escolher os caminhos que fazem sentido para a próxima fase.
Percebi que não preciso esperar a próxima conquista, o próximo projeto ou a próxima mudança para ser feliz. Posso viver a vida dos meus sonhos agora, com o que tenho, onde estou, enquanto continuo criando tudo o que ainda desejo realizar.
Hoje começo mais uma fase desse jogo, em um novo lar que, na verdade, já fez parte da minha história. Mas quem chega aqui agora não é a mesma pessoa que saiu.
E sabe o que é mais interessante? Esse jogo não termina. Não existe uma última casa, nem um momento em que tudo fica definitivamente resolvido. A vida continua acontecendo, as escolhas continuam surgindo e sempre podemos voltar para a prancheta, rever nossos sonhos e criar novas possibilidades.
Porque a vida dos nossos sonhos não é apenas um lugar no futuro aonde queremos chegar. É, principalmente, como escolhemos viver durante a caminhada.
Se você chegou até aqui, depois de ler esse texto que ficou gigante, quero agradecer por ter acompanhado um pouquinho da minha trajetória.
Quero te convidar a fazer uma reflexão: se você desenhasse hoje o mapa da sua vida, quais casas precisariam de mais atenção? O que você escolheria manter, encerrar ou começar a criar?
E, se você também está vivendo um momento de mudança, repensando seus caminhos ou querendo criar a vida dos seus sonhos, será um prazer conhecer sua história e conversar sobre as infinitas possibilidades que existem pra você.
O meu jogo continua. E o seu? Em qual fase você está?



